Outonecer. Uma palavra que tem esvoaçado à nossa volta e nos tem feito sentir acolhidos no seu significado sentido. Como uma folha cadente, num literal verbalizar sobre o que é verdadeiramente o Outono.
É recolher, é regressar, é parar. É preparar, é semear.
É Outonecer.
Acalma a intensidade da luz, douram-se os tons dos dias e da natureza e, com eles, assistimos ao refulgir dos laranjas, dos beringela e dos rubi.
Esbatem-se as paletas vívidas (e tão bem vividas) do Verão e os verdes emparelham com os castanhos amadeirados e os tons de ferrugem.
Trazemo-los para dentro de casa. E rodeamo-nos de todos eles. Eles. Os que nos sussurram “Outono” sem precisar sequer de o fazer. Os tons, os sabores, os aromas. Numa companhia que chega em tom de abraço e nos faz apreciar esta época com um entusiasmo e fulgor que nos desperta o doce arrepio das borboletas na barriga.
Corre já a água onde refrescamos as flores enquanto idealizamos que destino lhes reservar.
Paramos para ouvir. O correr da água, o restolhar das folhas.
O respirar. O nosso e o da Natureza.
As castanhas e as abóboras chegam-nos no seu esplendor. Os cogumelos também!
E os Kiwis que já amadurecem, as Romãs com os seus inúmeros rubis em forma de bagas e as Uvas aos cachos.
Num moodboard vivo de inspiração outonal para as partilhas que já idealizamos ao redor da mesa.
Linhos fluidos, vasos com marcas do tempo, tábuas com carácter, potes e talheres com história fazem o palco à mesa para as delícias da época que se fazem acompanhar do perfume mais reconfortante: o café. Filtrado sem pressa.
O Doce não nos abandona seja em que estação for. Mas confessamos que é nesta que ganha um sabor especial.
E porque é de tempo e dedicação que nos fala esta época, não conseguimos resistir a acrescentar uns detalhes ao nosso Bolo Vegan de Bolacha, Chocolate e Noz antes de cortar umas fatias generosas e de o saborear de pernas à chinês em boa companhia
O Sol deixa o aviso que está prestes a retirar-se e nós, aí sim, corremos.
Para nos juntarmos à natureza e vermos, na primeira fila, o dourar do fim do dia.
O café trazemo-lo quente na termos e vem connosco. Livros, jornais e a caixa da ferramenta também. Para usufruirmos do tempo lá fora. Temporária e meteorologicamente falando!
E a máquina! Que não nos falte a máquina para registar o espetáculo diário a que a natureza nos convida sem nada cobrar.
Caminhamos em silêncio. A apreciar os sons de final de dia e da brisa já mais fresca que ondula a folhagem das árvores.
Vemos a poeira a brilhar à nossa passagem nos tardios raios de sol. Para de seguida assentar enquanto, também nós, nos sentamos e assentamos.
A absorver a magia que paira no ar. Numa nostalgia pela estação que estamos a largar e pela que estamos já de braços abertos a abraçar.
DA ÉPOCA // Outono
Outonecer.
Uma palavra que tem esvoaçado à nossa volta e nos tem feito sentir acolhidos no seu significado sentido.
Como uma folha cadente, num literal verbalizar sobre o que é verdadeiramente o Outono.
É recolher, é regressar, é parar.
É preparar, é semear.
É Outonecer.
Acalma a intensidade da luz, douram-se os tons dos dias e da natureza e, com eles, assistimos ao refulgir dos laranjas, dos beringela e dos rubi.
Esbatem-se as paletas vívidas (e tão bem vividas) do Verão e os verdes emparelham com os castanhos amadeirados e os tons de ferrugem.
Trazemo-los para dentro de casa.
E rodeamo-nos de todos eles. Eles. Os que nos sussurram “Outono” sem precisar sequer de o fazer. Os tons, os sabores, os aromas.
Numa companhia que chega em tom de abraço e nos faz apreciar esta época com um entusiasmo e fulgor que nos desperta o doce arrepio das borboletas na barriga.
Corre já a água onde refrescamos as flores enquanto idealizamos que destino lhes reservar.
Paramos para ouvir.
O correr da água, o restolhar das folhas.
O respirar. O nosso e o da Natureza.
As castanhas e as abóboras chegam-nos no seu esplendor.
Os cogumelos também!
E os Kiwis que já amadurecem, as Romãs com os seus inúmeros rubis em forma de bagas e as Uvas aos cachos.
Num moodboard vivo de inspiração outonal para as partilhas que já idealizamos ao redor da mesa.
Linhos fluidos, vasos com marcas do tempo, tábuas com carácter, potes e talheres com história fazem o palco à mesa para as delícias da época que se fazem acompanhar do perfume mais reconfortante: o café.
Filtrado sem pressa.
O Doce não nos abandona seja em que estação for. Mas confessamos que é nesta que ganha um sabor especial.
E porque é de tempo e dedicação que nos fala esta época, não conseguimos resistir a acrescentar uns detalhes ao nosso Bolo Vegan de Bolacha, Chocolate e Noz antes de cortar umas fatias generosas e de o saborear de pernas à chinês em boa companhia
O Sol deixa o aviso que está prestes a retirar-se e nós, aí sim, corremos.
Para nos juntarmos à natureza e vermos, na primeira fila, o dourar do fim do dia.
O café trazemo-lo quente na termos e vem connosco. Livros, jornais e a caixa da ferramenta também. Para usufruirmos do tempo lá fora. Temporária e meteorologicamente falando!
E a máquina!
Que não nos falte a máquina para registar o espetáculo diário a que a natureza nos convida sem nada cobrar.
Caminhamos em silêncio.
A apreciar os sons de final de dia e da brisa já mais fresca que ondula a folhagem das árvores.
Vemos a poeira a brilhar à nossa passagem nos tardios raios de sol. Para de seguida assentar enquanto, também nós, nos sentamos e assentamos.
A absorver a magia que paira no ar.
Numa nostalgia pela estação que estamos a largar e pela que estamos já de braços abertos a abraçar.
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Feliz Outono!